





Trilha nos Trilhos
Site sobre a história das ferrovias e pela reativação das ferrovias de passageiros no Brasil
8ª Expedição
Data: JANEIRO/2024
Local: Linha Férrea lado Oeste a partir do Viaduto V3- Serra das Russas na Cidade Gravatá/PE
Localização Geográfica = Latitude: 8°10'25,38"S ; Longitude: 35°30'04,17"O
O trecho ferroviário na Serra das Russas visitado, tem um total 25 km, e foi construído no fim do século XIX entre 1886 e 1894. Foram necessários 8 anos para que se construíssem 21 túneis e 9 viadutos, a demora na execução da obra foi em face do grande obstáculos que ao chegar na cidade de Pombos/PE a ferrovia teria de vencer para chegar a cidade de Gravatá/PE, que era a Serra das Russas. Os viadutos inicialmente construídos de ferro, devido ao desgaste, foram todos substituídos por estruturas de concreto entre os anos de 1945 e 1947, pela Great Western. Destaca-se o viaduto da Grota Funda - V3, com 180 m de extensão e a 48m de Altura.
A Estrada de Ferro Central de Pernambuco (Linha Tronco Centro), da qual faz parte o trecho Recife/Gravatá, teve sua construção iniciada em 1881 pela empresa inglesa The Great Western Railway Company Limited, sendo no ano de 1885, a data de inauguração do primeiro trecho dessa estrada de ferro, ligando o Recife à Bonança. Em 1886, a ferrovia já atingia a cidade de Pombos. No ano seguinte, estava em Russinha, no município de Vitória de Santo Antão. Porém, só no ano de 1894, a estrada de ferro chegaria à cidade de Gravatá/PE. Essa demora, foi decorrente da dificuldade de acesso a cidade de Gravatá, cujo percurso passava por terrenos montanhosos, denominado de Serra das Russas. Coube ao geólogo norte americano John C. Branner, o estudo da natureza geológica para a definição do "greide", ao longo do qual estariam vários túneis, pontilhões e viadutos. O traçado desse percurso coube ao engenheiro Eugênio de Melo, que projetou não apenas os túneis, como também os pontilhões e viadutos, que estão localizados ao longo do trecho da estrada de ferro até a cidade de Gravatá/PE.
Os viadutos e pontilhões foram originalmente construídos em perfis metálicos, de ferro, cujos elementos eram fixados entre si, através de cravos, rebites e parafusos. Destacava-se pela sua engenhosidade, o viaduto da Grota Funda, com 180 m de extensão e a 48m de altura, dos pontilhões originais dessa época, restam apenas os que se encontram nas proximidades das estações ferroviárias de Vitória de Santo Antão e Gravatá. O projeto inicial contemplou um total de vinte e um túneis, porém, sete deles vieram a se transformar em cortes céu aberto, por comodidade técnica. O primeiro túnel foi aberto em 1887, conforme registro ainda existente na boca desse túnel.
Nos anos de 1945 a 1947, os pontilhões e viadutos metálicos foram substituídos, por outros em estrutura em concreto armado. Ainda assim, esse trecho da ferrovia mantém a beleza do seu traçado e a ousadia das obras de engenharia ao longo do seu percurso. Em 1986, o trecho da estrada de ferro Recife/Gravatá foi tombado, através do Decreto Estadual nº11.238, por se constituir um marco da engenharia no Estado de Pernambuco.
Viaduto da Grota Funda / Viaduto Cascavel / V3, o maior viaduto ferroviário da Linha Tronco Centro:
Localização: Estrada de Ferro Central do Recife
Inauguração: 1894 (Estruturas Metálicas com Ferro pudlado)
Responsável: The Great Western Railway Company Limited
Dimensões: 180 metros de comprimento e 48 metros de altura
Reconstrução: Década de 1940 (Estrutura em concreto armado)
Projeto: Firma Christiani & Nielsen
Nos anos de 1945 a 1947, os pontilhões e viadutos metálicos foram substituídos, por outros, em concreto armado. Ainda assim, esse trecho da
Fonte: http://www.andrademahn.com.br/estrada.htmaltura.
Great Western (1881-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1975)
RFFSA (1975-1996)
Transnordestina Logística SA (1996-Atual)

Foto antiga da estrada de um dos Túneis da Serra das Russas na Cidade de Gravatá/PE

Perfis longitudinais das Linhas Troncos da Great Western of Brazil Railway (GWBR). Na linha oeste, antiga Estrada de Ferro Central de Pernambuco, destaque em vermelho para o trecho da serra das Russas, onde o perfil muda bruscamente, indicando a elevação de altitude característica da serra.

Viaduto da Grota Funda/Cascavel - V03, construído originalmente em Estrutura Metálica, sendo substituído em estrutura de Concreto Armado na década de 40

Viaduto da Grota Funda/Cascavel - V03, construído originalmente em Estrutura Metálica, sendo substituído em estrutura de Concreto Armado na década de 40
Trem no Viaduto V03 - Grota Funda na Serra das Russas em Gravatá/PE- 1959
9ª Expedição
Data Prevista: A PROGRAMAR
Local: Estrada de Ferro de Paulo Afonso - Piranhas/AL a Olho d’Água do Casado/AL
Localização Geográfica = Latitude: 9°37'32,40"S ; Longitude: 37°45'19,61"O
Histórico da linha:
Em 23 de Outubro de 1878 tiveram início os trabalhos de construção da estrada que parte do porto de Piranhas à margem do rio São Francisco até Jatobá. Esta estrada denomina-se de Paulo Afonso e foi construída pelo governo geral. A 25 de Fevereiro de 1881 abriu-se ao tráfego o trecho de Piranhas a Olhos d’Água, com a extensão de 27,847 quilômetros; e a 2 de Agosto de 1883 o último trecho até Jatobá, ficando a linha toda com a extensão de 115,853 quilômetros. A bitola da linha é de um metro, a declividade máxima de 0m,030, e o raio mínimo das curvas de 82 metros. Custou aproximadamente 6.827:306$. Faz parte da rede de estradas arrendadas à Companhia Great Western of Brasil Railway.
Fonte: http://vfco.brazilia.jor.br/ferrovias-historia/1907-CIB/EF-Paulo-Afonso.shtml
A E. F. de Paulo Afonso foi construída entre 1881 e 1883 para evitar o trecho não navegável do rio São Francisco de forma a carregar as mercadorias pela margem esquerda do rio nesse trecho. Foi sempre deficitária, passando por uma região muito pobre de Alagoas e parte de Pernambuco, terminando próximo à cachoeira de Paulo Afonso, daí o nome. Em 1901, foi arrendada à Great Western do Brasil, mas continuou sem ligação física com as outras ferrovias da região. Em 1943, chegou-se a anunciar seu fechamento, o que acabou não ocorrendo. Somente em 1964 a desativação foi feita efetivamente, sob protestos da população da região.
Fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/alagoas/piranhas.htm
E. F. Paulo Afonso (1881-1903)
Great Western (1903-1950)
Rede Ferroviária do Nordeste (1950-1964)
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Antigo Leito da Estradas de Ferro de Paulo Afonso: Linha férrea desativada em 1964, hoje tem apenas leito onde ficavam os trilhos e restam um tesouro deixado pelos ingleses dentro da caatinga do Sertão de Alagoas há mais de 100 anos. Trata-se de cinco pontes de aço fabricadas na Inglaterra, no século 19 e trazidas desmontadas em navios, pelo rio São Francisco e montadas nos municípios de Piranhas e Olho D´Água do Casado em 1881. A chegada da ferrovia no Sertão de Alagoas se deu graça à determinação do imperador Dom Pedro II, em levar o desenvolvimento para essa região tão castigada do Nordeste.
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Estação Ferroviária de Piranhas: A estação de Piranhas foi inaugurada em 1881. Seu pátio ferroviário era bastante grande, e tinha uma "rotunda a céu aberto": as linhas se distribuíam como numa rotunda, mas não havia uma construção: somente as linhas e o girador central.Era ela o ponto inicial da E. F. Paulo Afonso, ferrovia que não se ligava a nenhuma outra ferrovia dos Estados de Alagoas e de Pernambuco, por onde passava, ou da região. A cidade se chamou Marechal Floriano entre 1939 e 1949, voltando daí a seu nome original. Mesmo com o desenvolvimento trazido pela ferrovia, que possibilitava o comércio com a cidade de Petrolândia, em Pernambuco, eliminando as cataratas do rio São Francisco que impossibilitavam a navegação no trecho, a cidade possuía, em 1950, pouco mais de 4.200 habitantes. Não tinha nem hospital, ne, posto de saúde, nem farmácia. Curioso: sem a estação e a ferrovia, a cidade cresceu - em 2010, sua população era de mais de 23 mil habitantes. A estação foi desativada em 1964, e o seu prédio foi conservado. Em 2005, era uma das principais atrações turísticas da cidade, sobrevivendo como museu.
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Torre do Relógio da Estação Ferroviária: Fica em frente ao Museu do Sertão. É a antiga Torre do Relógio (1879) da estação. Abriga um relógio inglês do tipo carrilhão. Dentro abriga o Café da Torre.
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Museu do Sertão: Dois pequenos ambientes com peças, objetos, armas, roupas e vestimentas da época do cangaço. Com murais que contam a história do movimento que abalou o sertão do Nordeste na década de 30 e mostra uma reprodução da famosa foto de Lampião e seu bando expostas como trófeu nas escadarias da prefeitura de Piranhas. Fica na antiga estação Ferroviária, no centro histórico. O casarão, em si, já é uma atração: tem portas em forma de arcos e lambrequins criando uma espécie de franja no telhado. Funciona de terça a domingo, das 8h às 17h. O preço da entrada não tenho atualizado.
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Mirantes Secular: O incrível mirante foi construído no século 19. Funcionava como um pequeno farol para orientar as embarcações que navegavam através do Rio São Francisco. No local há uma pirâmide quadrangular de 8 metros de altura que marca a passagem do século 19 para o século 20. Para chegar no mirante existem duas maneiras: a mais rápida é de carro. Saindo de Piranhas em direção ao município de Canindé, você entra numa estrada de terra que indica "Restaurante Flor de Cactus", que fica no mesmo lugar. A outra maneira é subindo os 364 degraus de uma escadaria até o topo.
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Museu Arqueológico de Xingó: O museu tem por seu objetivo principal mostrar que já existiam índios nessa região muito antes da chegada dos portugueses. O primeiro setor a ser apresentado é o das escavações, ele mostra que as escavações são feitas em camadas e que em cada camada há uma distinção dos artefatos encontrados. O segundo setor tem por objetivo mostrar as rotas de chegada à América, para isso faz utilização de um mapa eletrônico que detalha as rotas de migrações que aconteceram tanto pelo litoral quanto pelo interior da região. São vários setores, com figuras rupestres, artefatos cerâmicos, variação de alimentos entre outras coisas pré-históricas.
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Usina Hidrelétrica de Xingó: O complexo da Usina Hidrelétrica de Xingó fica localizada entre os municípios de Piranhas (Alagoas) e Canindé (Sergipe). A usina geradora é composta por 6 turbinas com 527.000 kW de potência nominal unitária, totalizando 3.162.00 kW de potência instalada, havendo previsão para mais quatro unidades idênticas numa segunda etapa.
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Grota de Angico: Local da morte de Lampião e Maria Bonita; Luís Pedro, Mergulhão, Elétrico, Quinta-Feira, Caixa de Fósforo, Adília, Cajarana e Diferente, todos cangaceiros do seu bando, mortos em 28 de julho de 1938.
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Rota Caminhos do Imperador: Em 1859 Dom Pedro II realizou uma expedição para conhecer e estudar o potencial das populações ribeirinhas do rio São Francisco, desde a sua foz em Piaçabuçu/AL até a cachoeira de Paulo Afonso/BA. Fonte: http://alaboas.blogspot.com.br/2013/10/especial-xingo-piranhas.html



















